O que posso fazer para crescer espiritualmente? Pt.07 | Pr. Thiago Mattos

20.03.2026

O que posso fazer para crescer espiritualmente? Pt.07 | Pr. Thiago Mattos

Oramos com fé.

“Se permanecerem em mim, e as minhas palavras permanecerem em vocês, pedirão o que quiserem, e lhes será feito.” – João 15:7
 
Muitas vezes, oramos com muita fé, mas as coisas pelas quais nós clamamos não acontecem. E devemos dizer que isso se dá porque não conectamos os nossos pensamentos no Senhor. É exatamente por isso que a oração de intercessão surge do silêncio: aquietamos o nosso coração, cessamos as atividades físicas e passamos a pensar no Senhor e na Sua doce vontade. “Sintonizar” a vontade do Senhor não é uma tarefa fácil, mas é um esforço espiritual e que, sem este empenho, nossa oração corre o risco de se tornar uma repetição vazia. Por causa disso, necessitamos ouvir o Senhor para orarmos. Acontece que nem sempre sabemos como fazer isso. E é por isso que carecemos da intercessão do Espírito em nossas vidas.
 
Se entendemos que para orarmos a vontade de Deus precisamos conhecê-la para depois intercedermos por alguém, então, precisamos admitir que clamar a Deus por direcionamento vem antes da intercessão. No entanto, esta oração por uma orientação do Senhor precisa ser orientada por aquilo que sabemos sobre o Senhor e Sua vontade. O silêncio da oração é um silêncio reflexivo: estamos meditando naquilo que sabemos a respeito de Deus: é no aquietar do coração que nos lembraremos quem Deus é e do poder extraordinário com o qual Deus opera em nós e nas pessoas que são alvos de nossa intercessão.

Acontece que, mesmo assim, corremos o risco de não vermos as nossas orações atendidas. Sabe por quê? Porque nos falta compaixão! Veja: a Bíblia nos fala que, se houver fé, ainda que minúscula, podemos crer que Deus irá operar milagres formidáveis. E se nós estamos orando por alguém, em geral, indica que nós temos fé. Mas isso não quer dizer que temos compaixão…

Recentemente, presenciei um irmão intercedendo por uma lista de pessoas que enfrentavam as mais diversas enfermidades. Em sua oração, ouvi este irmão clamando pelo fortalecimento dos familiares, pela capacitação dos médicos, pelo testemunho de perseverança daqueles que estavam doentes, pelo consolo dos entes queridos… Porém, por incrível que pareça, ele não pediu para que o Senhor curasse aqueles que estavam enfermos. Acredito que, se perguntássemos a este irmão, ele obviamente diria que crê que o Senhor pode curar. Mas, então, por que ele não orou pela cura? Falta de fé? Não acho… Foi falta de compaixão.

Quando olhamos para os relatos do Evangelho, nós descobrimos que Jesus era “cheio de compaixão” – quando um milagre acontecia, quando um sinal ou prodígio era realizado, Jesus era movido pela sua graciosa compaixão. Por outro lado, muitas das nossas orações de intercessão são direcionadas às pessoas como se elas fossem “coisas” e não “gente” a quem amamos.

Se o Evangelho nos capacita a termos compaixão por outros, então, esta compaixão real vai desenvolver a nossa confiança no poder de Deus e a nossa fé ganhará vigor à medida que orarmos.

Que Deus te abençoe!

Rev. Thiago Mattos

Igreja Presbiteriana do Tarumã

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