O que posso fazer para crescer espiritualmente? Pt.09 | Pr. Thiago Mattos

02.04.2026

O que posso fazer para crescer espiritualmente? Pt.09 | Pr. Thiago Mattos

Chamados para viver na liberdade do perdão.

“Portanto, confessem os seus pecados uns aos outros e orem uns pelos outros, para que vocês sejam curados.” – Tiago 5:16a
 
Jesus ressuscitou! A cruz não foi o fim, mas o início de uma nova realidade: em vez de vivermos prisioneiros da culpa, somos chamados a viver na liberdade do perdão. A ressurreição é a confirmação de que o sacrifício de Jesus foi aceito – é o decreto de Deus dizendo para nós: o pecado foi vencido, a morte foi derrotada, o perdão é real. Foi o amor, e não a ira de Deus, que levou Cristo à cruz. Ele se identificou conosco de tal maneira que carregou sobre si a culpa do seu povo, enfrentou as trevas, experimentou o abandono, para que fôssemos reconciliados com o Pai. Por causa da ressurreição, podemos entender que quando confessamos nossos pecados não estamos entrando num tribunal de condenação, mas em uma sala de cura.

Ao contrário do que muitos podem pensar, a confissão não é uma espécie de ritual mágico, muito menos um sacramento que acrescentamos à obra de Cristo. De fato, cremos que Jesus já cumpriu, de forma definitiva, tudo o que era necessário para a remissão dos pecados. Por causa disso, a confissão, então, não conquista para nós o perdão de Deus. Mas é inegável que ela nos faça experimentar, de modo profundo e concreto, este perdão que Cristo já conquistou. A confissão de pecados é meio de cura e de transformação. E isto acontece porque a nossa relação com Deus foi completamente transformada a partir de quem Cristo é e do que Ele fez em nosso favor: quando nos voltamos a Ele em arrependimento, Deus muda o nosso coração, quebrando o orgulho, a autojustificação e a hipocrisia.

Na vida cristã, podemos falar de duas formas de confissão. A primeira é a confissão particular: quando, em oração, abrimos o coração diante de Deus, nomeando nossos pecados, sem mascará-los. Todo crente é chamado a praticar este tipo de confissão, diariamente, na presença do Pai. E nós podemos nos aproximar com confiança porque cremos e sabemos que Jesus morreu e ressuscitou e Ele é fiel e justo para nos perdoar e nos purificar. Mas não podemos ignorar que a Bíblia nos encoraja a um segundo tipo de confissão: a comunitária. O texto de Tiago 5.16, citado acima, nos mostra que, quando confessamos pecados a irmãos e irmãs piedosos, especialmente àqueles que cuidam de nossas almas, para receber oração, acompanhamento e exortação amorosa, nós crescemos espiritualmente. Veja: não se trata de um “sacramento de penitência”, mas de exercitarmos, em comunhão, a realidade do evangelho.

Talvez uma das dificuldades da prática da confissão mútua se dê porque muitas vezes imaginamos a igreja como um lugar de gente que já chegou à santidade, e não como uma comunhão de pecadores alcançados pela graça, nos fazendo pensar: “sou o único que falha assim”. Por causa disso, escondemos o pecado, sustentamos uma imagem, convivemos com mentiras veladas.
 
No entanto, quando enxergamos a igreja como um povo que ainda luta contra o pecado, mas vive à sombra da cruz e à luz da ressurreição, somos libertos para confessar com humildade: “sou pecador, e não estou sozinho”. Nessa confissão mútua, na oração uns pelos outros, o Senhor libera poder de cura e crescimento. A disciplina da confissão nos ajuda a crescer, porque nos mantém no lugar certo: aos pés de Cristo, dependendo de sua graça e acolhidos no cuidado do seu povo.

Feliz Páscoa!

Rev. Thiago Mattos

Igreja Presbiteriana do Tarumã

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