Como posso administrar melhor os recursos que Deus me dá? Pt.05 | Pr. Thiago Mattos

19.08.2026

Como posso administrar melhor os recursos que Deus me dá? Pt.05 | Pr. Thiago Mattos

Administrar os recursos.

“Porque quem sou eu, e quem é o meu povo para que pudéssemos dar voluntariamente estas coisas? Porque tudo vem de ti, e nós só damos o que vem das tuas mãos.” – 2 Crônicas 29:14
 
É inevitável falar sobre administração de recursos e não falarmos do dízimo. Acontece que sempre que abordamos este assunto, nós somos tomados por uma perspectiva completamente equivocada. Digo isso porque já ouvimos e vimos tantas coisas errôneas a respeito do dízimo que já nem conseguimos falar sobre esta prática bíblica com tranquilidade. Conheço muitos pastores que se furtam de abordar o assunto justamente por causa da sensibilidade que ele traz.

No entanto, é inegável que ao pensarmos na mordomia cristã esta questão apareça diante de nós para meditarmos. E sabe qual é o problema fundamental? É que muitos têm restringido o debate sobre dízimos a partir de perspectivas contemporâneas e não a partir da Palavra. Veja: a grande dúvida dos irmãos é “devo dizimar do bruto ou do líquido?” Mas será que esta é a discussão mais importante diante do que a Bíblia fala? A verdade é que a contribuição dizimal segue dois padrões irrevogáveis: o princípio da voluntariedade e o princípio do coração.

Em outras palavras, devemos pensar que o dízimo não é do bruto, nem do líquido – o dízimo é do coração! Não é à toa que o apóstolo Paulo orienta a igreja de Corinto a que, no tocante às causas do Evangelho sustentadas por aquela igreja, “cada contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade, porque Deus ama quem dá com alegria.” (2 Coríntios 9:7) Toda contribuição dos crentes precisa vir do coração!

Acontece que aqueles que defendem um ou outro lado (se do bruto ou do líquido), ao ouvirem este princípio, passam a questionar: “Bom… se é do coração, então, aqueles que não ‘sentirem’ no coração, podem se recusar a dar, certo?” Errado! Sejamos honestos: como que um crente, que ama o Senhor, que tem o seu coração nas coisas do Reino, pode voluntariamente se recusar a dizimar argumentando que propôs em seu coração que não contribuiria com o Reino? Tal pessoa não precisa dizimar – ela precisa de Jesus! Se a disposição é “não vou participar porque não ‘senti’ no coração”, então, é porque o Evangelho ainda não encontrou morada neste coração.

É certo que todos passamos por dificuldades materiais na vida – e, nos últimos tempos, por causa da má administração governamental, temos sofrido ainda mais com isso. Isso faz com que fiquemos preocupados e, no desespero de honrar nossos compromissos financeiros, acabamos deixando de participar. Mas veja: isto não é uma disposição contrária do coração – é situacional. Os imprevistos vieram, o salário se tornou insuficiente para pagar as contas e, com isso, a pessoa deixa de contribuir. Isso é absolutamente normal e acontece com todo mundo! No entanto, este não deve ser o padrão dos crentes – o padrão é a contribuição. Por isso, se este é o seu caso, o desafio da piedade é: organize-se para que você possa priorizar o Reino de Deus. E, fazendo isso, sirva o Senhor e o Reino através da sua contribuição!
 
Tudo é do Senhor! E o dízimo é o exercício prático e regular de reconhecer que Deus é o dono de 100% do nosso coração e dos nossos recursos. E que, entregando uma parte dos recursos, nós o fazemos como um ato de adoração e gratidão.

Que Deus te abençoe!

Rev. Thiago Mattos

Igreja Presbiteriana do Tarumã

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