Manter a esperança.
“Então Noemi voltou da terra de Moabe com as suas noras, porque ainda em Moabe ouviu que o SENHOR havia se lembrado do seu povo, dando-lhe alimento.” – Rute 1:6
Existem momentos em que a nossa vida se torna amarga por causa de decisões que nós mesmos tomamos. É importante que você saiba que nem todo sofrimento é consequência das nossas escolhas erradas: nós vivemos em um mundo caído e, por causa disso, somos alcançados por dores que não provocamos. No entanto, algumas vezes, tentando escapar do sofrimento, encontrar segurança ou construir uma vida melhor, escolhemos caminhos que tornam uma realidade difícil em algo ainda mais amargo.
Isso foi o que aconteceu com Elimeleque e sua família. Nos dias dos juízes, quando “cada um fazia o que achava mais certo” (Juízes 21:25), ele saiu de Belém com sua família por causa da fome e foi para Moabe. Existia uma necessidade real e certamente o desejos de cuidar da sua família era legítimo. No entanto, ele estava deixando a Terra Prometida, onde deveria viver debaixo das promessas da Aliança, para procurar em Moabe a vida que deveria esperar do SENHOR.
O problema não está em planejar, trabalhar ou procurar melhores condições para a família. O problema começa quando a escassez nos faz viver como se Deus não fosse nosso Rei. A necessidade pode exigir algumas decisões, mas certamente não nos autoriza a abandonar aquilo que Deus revela em Sua Palavra. Esperar no SENHOR não é cruzar os braços; é decidir debaixo do Seu governo.
Além disso, é importante lembrar que nossas decisões não conseguem garantir a vida que procuramos. Elimeleque saiu de Belém para preservar sua família, mas morreu em Moabe. Depois dele, morreram também seus dois filhos. A família que saiu procurando vida encontrou morte. O texto não apresenta aquelas mortes como castigo direto de Deus. No entanto, a narrativa nos mostra que podemos escolher nossos caminhos, mas não controlar aquilo que encontraremos neles.
Talvez, olhando para trás, você reconheça decisões que trouxeram consequências dolorosas. Veja: algumas escolhas não podem ser desfeitas, certas perdas permanecerão e nem sempre conseguiremos resolver tudo o que gostaríamos a respeito do nosso passado. Mas é justamente aqui que o livro de Rute começa a anunciar a esperança: Noemi ouviu que “o SENHOR havia visitado o seu povo, dando-lhe alimento” (Rute 1:6). A mudança não começou com uma nova estratégia de Noemi, mas com a iniciativa graciosa de Deus – Deus visitou seu povo!
E é nisso que nossa esperança se baseia: no fato de que o Senhor é gracioso! Nossas decisões não são maiores do que a graça do nosso Redentor. Em Cristo, Deus perdoa nossa incredulidade, nos reconcilia consigo e nos concede a vida que jamais poderíamos produzir por nós mesmos. Por isso, arrependa-se do que precisa ser confessado, submeta novamente sua vida ao governo de Deus e espere confiante pela Sua provisão. A amargura não terá a palavra final sobre aqueles que estão em Cristo.
Que Deus te abençoe!
Rev. Thiago Mattos
Igreja Presbiteriana do Tarumã
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