09.09.2022

Independência é morte | Rev. Thiago Mattos.

Independência do Brasil.

        Este ano, tive a alegria de ver o desfile de 07 de setembro em nossa cidade. E quando vi toda aquela demonstração das forças militares e da polícia, confesso que (assim como meu filho Daniel – e, talvez, até mais do que ele) estava totalmente deslumbrado pelos tanques, armamentos, viaturas e aeronaves, bem como para toda a organização militar e para a segurança e história que as forças armadas representam para uma nação.


    O motivo pelo qual o desfile acontece é porque, esta semana, comemoramos o bicentenário da Independência do Brasil: conta a história que o às margens do Rio Ipiranga, Dom Pedro I soltou o brado Independência ou morte conclamando o povo brasileiro a lutar contra a dominação das cortes portuguesas e, com isso, encaminhou o processo que resultou na Independência do Brasil.

Brado de Dom Pedro I - Independência ou Morte.

     Evidente que, com isso que você vai ler, não estou diminuindo os feitos históricos de nossa nação, nem dos heróis nacionais que, de fato, tem lutado, ao longo destes dois séculos, para que o Brasil mantenha a sua soberania nacional. Mas você já parou pra pensar no brado de Dom Pedro I? “Independência ou Morte”? Eu estive pensando a respeito disso e queria compartilhar com você meus pensamentos…


   Independência é talvez uma das virtudes mais idealizadas da nossa sociedade. Quer ver? Uma boa parte dos trabalhadores tem se preocupado com a independência financeira; dizem às mulheres dos nossos dias que elas devem ser independentes dos maridos; os pais sofrem a pressão de criarem filhos independentes.

A independência atinge novos patamares.

    É verdade, porém, que cada um desses exemplos tem pontos positivos e negativos: ter alguma independência financeira é muito bom, desde que ela não seja motivada pela falta de consciência de que Deus cuida de nós; as mulheres tem toda capacidade e possibilidade para construírem suas carreiras desde que, com isso, mantenham-se auxiliadoras idôneas; os filhos precisam aprender a tomar suas próprias decisões, vivendo em autonomia, desde que, com isso, não sejam rebeldes aos pais. No entanto, o que temos observado é que, infelizmente, muitos tem adquirido o “pacote completo” – assumindo tanto pontos positivos quanto negativos.


      Por conta disso, o anseio pela independência tem atingido novos patamares em nossos dias – e patamares bem perigosos. Cônjuges não querem mais depender um dos outro; filhos não querem mais depender de seus pais; dizem que os alunos não podem mais depender de seus mestres; e os mais novos abominam a possibilidade de depender dos mais velhos. E nem preciso dizer o quanto isso é destrutivo para a sociedade…

Relacionamento com Deus.

    Acontece que existe uma realidade em que a independência é sinônimo de morte – a realidade do relacionamento com Deus! Por causa da idolatria da independência dos nosso dias, é bastante provável que encontremos ‘crentes’ que não querem depender em nada do Senhor. E, exatamente por isso, estão caminhando para a morte.

    Se você quer, de fato, viver a dependência total do Senhor, então, existem três coisas que não podem faltar em sua vida: oração, Palavra, comunhão com os irmãos! Estas coisas vão trazer para você grande vitalidade – tenho certeza que, na dependência de Deus, você provará de uma vida abundante submisso ao Soberano Senhor.

Que Deus te abençoe!

Rev. Thiago Mattos de Lara 
Igreja Presbiteriana do Tarumã

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