Crescer Espiritualmente.
“Mas Jesus lhes disse: Os reis dos povos dominam sobre eles, e os que exercem autoridade são chamados de benfeitores. Mas vocês não são assim; pelo contrário, o maior entre vocês seja como o menor; e aquele que dirige seja como o que serve.” – Lucas 22:25,26
Se você quer crescer espiritualmente, você precisa servir. No entanto, servir não é uma atividade desenfreada – servir é um ato da piedade, do resultado que temos de nosso temor a Deus. Muitas vezes, vejo aqueles que desejam servir como tratores: fazem muitas coisas úteis e boas. Mas o que nem sempre percebem é que, ao realizar estas coisas, podem deixar rastros e marcas pelo caminho – e algumas destas marcas podem ser o coração ferido de pessoas à volta e, inclusive, muitas vezes as próprias pessoas que foram alvo do serviço.
É por isso que até mesmo para servir, você precisa ser guiado por Deus. Mas, veja: isso não quer dizer que você vai esperar uma “revelação” especial para começar a servir ou esperar que um anjo apareça para dizer o que você deve fazer. Isso quer dizer que servir também inclui um coração que anseia pelo Senhor, pela Sua Palavra, pela comunhão íntima e profunda com Deus; servir implica em perceber (às vezes de maneira silenciosa) o que o Espírito está nos impelindo a fazer. É evidente que isso exige algum gasto de energia. No entanto, não deve ser uma energia frenética da carne. Quantos não são aqueles que baseiam seu serviço no esforço humano? Estes sempre vão depender da grande quantidade de energia no cálculo e no planejamento de como aquele serviço vai ser realizado – tudo para “ajudar esta gente” que precisa.
O falso serviço, aquele que prejudica ao invés de edificar, normalmente fica deslumbrado com coisas grandiosas – quer acrescentar pontos no placar eclesiástico! Ao contrário disso, o serviço que traz crescimento é, na maioria das vezes, modesto. E, mesmo que seja em algo grande, a atitude é sempre a mesma. Na verdade, muitas vezes, aquele que serve de verdade fica atraído a fazer aquilo que ninguém quer ou percebe. Em sua mente, guiada pelo Espírito, ele pensa: “se ninguém está fazendo e ninguém está vendo, então, é aqui que eu devo servir.”
É por isso que o serviço impiedoso precisa de recompensas externas e resultados. A pessoa que serve pelas motivações erradas sempre espera ter certeza de que está sendo visto e que estão apreciando seu esforço; é, na verdade, movido pelo louvor dos homens. E não apenas isso: quer ser, de certa forma, retribuído na mesma moeda. Já o serviço piedoso não precisa de holofotes – não teme ser visto, mas não busca a atenção: tudo o que precisa é da aprovação do Senhor. E, por isso, está sempre livre da necessidade de calcular o lucro: entende que seu benefício é o próprio serviço.
Mas, talvez, a maior característica do serviço destrutivo é que ele é afetado por humores, caprichos e condições. Vive buscando uma “inclinação” para servir. A saúde, o sono, a fome, o bem-estar são o que controlam o desejo de servir ou não. Em outras palavras, se servir atrapalha em algum momento a minha vida pessoal, então, “não quero”. No entanto, o serviço edificante disciplina as inclinações: não são suas “disposições e condições” que o controlam, mas a necessidade. A verdade é uma só: se você quer crescer, então, você precisa servir!
Que Deus te abençoe!
Rev. Thiago Mattos
Igreja Presbiteriana do Tarumã
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