Ser humildes.
“Mas Jesus lhes disse: Os reis dos povos dominam sobre eles, e os que exercem autoridade são chamados de benfeitores. Mas vocês não são assim; pelo contrário, o maior entre vocês seja como o menor; e aquele que dirige seja como o que serve.” – Lucas 22:25,26
Certa vez, ouvi um pastor que estava sendo criticado pela igreja que pastoreava se defender dizendo o seguinte: “Quero que me respeitem! Sou pastor com ‘P’ maiúsculo… com toda humildade!” A humildade é uma das virtudes cristãs mais importantes no ministério pastoral. E o motivo pelo qual isso se torna imprescindível para o pastor é porque ninguém que se acha melhor ou mais capaz que seu rebanho está apto para “ministrar” (que quer dizer “servir”). No entanto, se enganam aqueles que pensam que a humildade é necessária apenas para aqueles que querem se tornar pastores… Na verdade, todos os crentes deveriam ter uma humildade servil.
Mas você vai concordar comigo quando digo que quanto mais nos esforçamos para sermos humildes, menos humildes nos tornamos. Nós nunca atingimos a humildade quando a buscamos – e pensarmos que já somos humildes é a maior evidência de que não somos. No entanto, ainda assim, existe um jeito em que a humildade é produzida em nós: o serviço!
A única coisa que pode produzir humildade em nós é o serviço. E isso acontece porque, quando nos dispomos a servir verdadeiramente, ocorre uma transformação em nosso coração. Se o serviço nos leva a uma atuação intencional que considera o valor que as pessoas à nossa volta possuem (como criados à imagem e semelhança de Deus), então, imediatamente, não vamos focar a nossa atenção aos holofotes que podem nos valorizar.
E qual é o motivo para percebermos isso? É porque o serviço “treina” o nosso coração para não atender às demandas dos nossos desejos desordenados – fazer o que ninguém está vendo e pelo que não recebemos destaques e honrarias faz com que a nossa carne, que gosta de chamar a atenção, seja contrariada. E veja: a nossa carnalidade nos vicia em reconhecimento público pelo serviço prestado. No entanto, se nos recusarmos a ceder a estas pressões internas, então, estamos crucificando a nossa carne (Gl 5:24). E todas as vezes que fazemos a carne morrer (Cl 3:5), estamos “matando” o nosso orgulho e arrogância. O pecado em nós precisa ser ensinado que não possui direito sobre a nossa vida – somos do Senhor. E, por causa disso, quando realizamos o serviço longe dos holofotes e da necessidade de reconhecimento estaremos sendo tratados para vivermos de fato a humildade
A vida cristã só pode ser experimentada quando vivemos todos os dias na humildade e a única forma de fazermos isso é servirmos disciplinadamente e constantemente. Tudo o que podemos fazer para servir pode nos levar à verdadeira humildade – ainda que as demandas da vida sejam intensas, é no serviço humilde que podemos provar um sentimento de paz permanente que não se desespera; é olhando com compaixão para as pessoas que poderíamos invejar; é enxergando o encanto que existe nas pessoas “desvalorizadas”.
Que Deus te abençoe!
Rev. Thiago Mattos
Igreja Presbiteriana do Tarumã
Saiba mais sobre a IPT clicando aqui


