Serviço.
“…não usem a liberdade para dar ocasião à carne; pelo contrário, sejam servos uns dos outros, pelo amor.” – Gálatas 5:13b
Ao falarmos sobre serviço, o maior medo que pode tomar conta do nosso coração é o seguinte: “se eu me dedicar ao serviço de maneira tão humilde e tão disponível, então, as pessoas vão se aproveitar de mim.” Sem dúvidas, este é um receio legítimo. E digo isso porque nós vivemos em um mundo mau, que enxerga o “serviço” como uma oportunidade para pisar em outras pessoas e oprimir aqueles que se dispõem a abençoar. No entanto, aqueles que querem ser servos não devem se preocupar com isso.
Se não, vejamos: quando nós ‘escolhemos’ servir, nós ainda estamos no controle – decidimos as circunstâncias em que queremos servir: escolhemos a quem e quando serviremos. Quando estamos no comando, vamos tomar bastante cuidado para que ninguém nos humilhe ou pise em nós; vamos tomar precauções zelosas para que ninguém assuma nossa posição. Mas veja: esta certamente não é a opção da Palavra. O apóstolo Paulo diz: ”sejam servos”! Você consegue perceber a diferença?
Quem escolhe servir nem sempre escolhe “ser servo”. Escolher servir é estabelecer condições e circunstâncias para “fazer” alguma coisa em benefício de outra(s) pessoa(s). Ser um servo, ao contrário, não está relacionado com aquilo que fazemos, mas com aquilo que de fato somos! E isso faz toda a diferença! Digo isso porque, ao tomar a opção de ser servo, nós abrimos mão do direito de estar no comando. E nem sempre conseguimos perceber como encontramos nisso verdadeira liberdade!
Pode parecer incoerente e contrário à dignidade da vida cristã. No entanto, se você escolhe deixar que as pessoas se aproveitem de você, então, elas jamais poderão te manipular. Veja o exemplo de Cristo, o Servo Sofredor. Jesus, como Senhor e Servo, se submeteu à vontade de Deus, mas não se submeteu a mais ninguém: “Ninguém tira a minha vida; pelo contrário, eu espontaneamente a dou. Tenho autoridade para entregá-la e também para reavê-la.” (João 10:18) A autoridade permanecia nas mãos de Jesus – a vida é dEle e Ele entregou-se voluntariamente. Não foi obrigado a isso, não foi constrangido a isso. Como dono de sua própria vida, o nosso Senhor pode abrir mão dela para entregá-la.
Para entendermos isso, precisamos nos colocar no lugar de um servo – um servo enxerga a vida a partir da sua servidão. Ele não se vê como alguém que tem direitos, mas como alguém que entregou a sua vida para o serviço de outras pessoas. Isso é se tornar um “servo por amor” de outras pessoas! Você é alguém que, por causa do amor de Jesus, livremente escolheu permanecer como servo.
Ao abraçarmos a identidade de servos, nós abdicamos da autonomia de escolher a quem e quando serviremos. E, em vez disso, nos tornamos disponíveis e vulneráveis, prontos para servir quando necessário. Para que você possa crescer verdadeiramente, então, não escolha servir; escolha “ser” um servo.
Que Deus te abençoe!
Rev. Thiago Mattos
Igreja Presbiteriana do Tarumã
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